MADRAGOA
DOWNPOUR
Madragoa HOTEL: Dürst Britt & Mayhew | The Hague, Netherlands
25 November 2022 – 14 January 2023 Madragoa Lisbon, Portugal
Press release

Dürst Britt & Mayhew is proud to present works by Alejandra Venegas and Alex Farrar in the context of Madragoa HOTEL. Madragoa HOTEL is an initiative by Madragoa, inviting international galleries to use their space at Rua do Machadinho 45.

 

The duo exhibition Downpour encompasses works that thematically touch on the various manifestations of water. Water flows in seas and rivers, evaporates in the air, transforms itself into clouds, and returns to earth in the form of rain. We do not relate to it only in a visual way, but also bodily. Everyone knows the sensation of water flowing over their hands or sweat trickling down their back. Of standing in the rain, under a waterfall, or anxiously waiting for an exam, a job interview or a date. This exhibition juxtaposes visualisations of water as found in our natural surroundings and as a bodily residue.

 

Mexican artist Alejandra Venegas uses an unusual surface to paint on, namely carved wood. She hand carves landscape scenes and natural motives from various sorts of wood native to Mexico, after which she colours them with gouache or oil. Uniting the natural, warm tones of the wood with stridently bright shades is a contrast she actively seeks for. Incorporating the natural irregularities of the wood makes it much more than just a panel to paint on and gives the work a definite sculptural character. For Venegas, these works have therefore become a meeting place between painting, sculpture and drawing.

 

Venegas’ interest lies in an intercultural search for motifs, patterns and symbols, which seem to have a universal meaning. Since her childhood, she has focused her gaze on Asian art, Japanese woodblock prints, Tibetan Buddhist painting, traditional African woodcarving and Egyptian hieroglyphs among many other interests. Her imagery stems from her memories and from closely observing her immediate natural surroundings, being her garden and the mountain close to her house, as well as various other territories. Her works hover between the figurative and the abstract, the real and the surreal. They have firm roots in Mexico, but they speak of a shared human experience and language.

 

Through subtle exaggeration and performative interventions British artist Alex Farrar likes to expose stereotypical human mechanisms. With his so called ‘sweat’ paintings he directs us to the behaviour of the body- that which we can observe directly at least, and what we can take away from it. What do our bodies reveal about how we really feel right now. We are good at ignoring our biology, with alcohol, coffee, maybe given a push we might change our diets. And towards others we are sympathetic but learn that it’s not polite to address the expressions of the body.

 

Using cotton, mostly the kind associated with under-layers, he dripped, poured and brushed a silicone-based mixture from the SFX industry into organic forms that improvise on the sweat-shapes that appear naturally on our clothes. Clothes soaked in sweat (outside the context of physical exercise) reveal a degree of stress between the interior and the exterior, ‘us’ and ‘the world’, suggesting an alienation that produces an abject response that we are not able to talk about very easily. Putting it in the context of a painting forces viewers to literally face these common feelings.

 

 

 


 

PT

 

Dürst Britt & Mayhew tem o prazer de apresentar obras de Alejandra Venegas (n. 1986, Cidade do México) e Alex Farrar (n. 1986, Yeadon) no contexto do Madragoa HOTEL. Madragoa HOTEL é uma iniciativa da Galeria Madragoa, onde convida galerias internacionais a utilizar o seu espaço na Rua do Machadinho 45.

 

A exposição em duo Downpour engloba obras que abordam tematicamente as várias manifestações da água. A água corre nos mares e rios, evapora no ar, transforma-se em nuvens, e regressa à terra sob a forma de chuva. Não nos relacionamos com ela apenas de uma forma visual, mas também corporal. Todos conhecem a sensação de água a fluir sobre as suas mãos ou de suor a escorrer pelas costas. De estar à chuva, sob uma cascata, ou da ansiosa espera de um exame, entrevista de emprego ou um encontro romântico. Esta exposição justapõe visualizações da água como encontrada no nosso meio natural e como um resíduo corporal.

 

A artista mexicana Alejandra Venegas utiliza uma superfície invulgar para pintar, nomeadamente madeira esculpida. Ela esculpe à mão cenas de paisagem e motivos naturais de vários tipos de madeira nativa do México, após o que as pinta com guache ou óleo. A união dos tons naturais e quentes da madeira com tonalidades estridentemente brilhantes é um contraste que ela procura activamente. A incorporação das irregularidades naturais da madeira torna-a muito mais do que apenas um painel para pintar e dá à obra um carácter escultórico definido. Para Venegas, estas obras tornaram-se assim um ponto de encontro entre a pintura, a escultura e o desenho.

 

O interesse de Venegas reside numa busca intercultural de motivos, padrões e símbolos, que parecem ter um significado universal. Desde a sua infância, concentrou o seu olhar na arte asiática, nas gravuras japonesas de blocos de madeira, na pintura budista tibetana, na talha tradicional africana e nos hieróglifos egípcios, entre muitos outros interesses. O seu imaginário provém das suas memórias e da observação atenta do seu ambiente natural imediato, sendo o seu jardim e a montanha perto da sua casa, bem como vários outros territórios. As suas obras pairam entre o figurativo e o abstracto, o real e o surreal. Têm raízes firmes no México, mas falam de uma experiência humana e de uma língua comum.

 

Através de exageros subtis e intervenções performativas, o artista britânico Alex Farrar gosta de expor mecanismos humanos estereotipados. Com as suas pinturas ditas 'suadas', dirige-nos ao comportamento do corpo - aquilo que podemos observar directamente, pelo menos, e aquilo que podemos retirar-lhe. O que é que os nossos corpos revelam sobre o que realmente sentimos neste momento. Somos bons a ignorar a nossa biologia, com álcool, café, talvez com um empurrão, possamos mudar as nossas dietas. E em relação aos outros somos simpáticos, mas aprendemos que não é educado abordar as expressões do corpo.

Usando algodão, principalmente do tipo associado a camadas inferiores, ele gotejou, verteu e escovou uma mistura à base de silicone da indústria do SFX em formas orgânicas que improvisam nas formas de suor que aparecem naturalmente nas nossas roupas. As roupas encharcadas em suor (fora do contexto do exercício físico) revelam um grau de stress entre o interior e o exterior, "nós" e "o mundo", sugerindo uma alienação que produz uma resposta abjecta da qual não somos capazes de falar muito facilmente. Colocá-la no contexto de uma pintura força os espectadores a enfrentarem literalmente estes sentimentos comuns.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Artworks

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